terça-feira, 25 de junho de 2013


“E teve Davi um desejo, e disse: Quem me dera beber da água da cisterna de Belém, que está junto à porta!
Então aqueles três valentes romperam pelo arraial dos filisteus, e tiraram água da cisterna de Belém, que está junto à porta, e a tomaram, e a trouxeram a Davi; porém ele não a quis beber, mas derramou-a perante o Senhor.”  II Sm 23:15-16

Davi estava na caverna de Adulão. Nesse dado momento se põe a pensar e talvez num momento de reflexão, faz um retrospecto da sua vida e lembra-se de como guerreou as guerras desse reino do qual por um dado momento se tornou inimigo mortal de seu governante. A sua mente divaga junto as ovelhas de seu pai que eram a sua companhia pelos vales e pelos montes, mais um pouco e lembra de sua infância e de como havia uma singela paz na pacata cidade cujo nome dizia ser a “casa do pão” – Belém. Tudo isso fez com que soltasse um suspiro de saudade lembrando-se das águas da cisterna de sua terra natal, e ao lembrar que agora ela estava sob o domínio filisteu.
Aquelas palavras ecoaram não somente pelas paredes daquela caverna, mas no coração de três homens que o admiravam, que presenciaram 400 homens que eram endividados, que estavam em aperto e com o espírito desgostoso, e Davi os dar respeito dignidade e autoestima. Eles admiravam aquele grande líder, e porque não satisfazer este desejo e dar uma momento de alegria em meio a toda aquela situação.
Aqueles homens embrenharam em meio ao campo inimigo, puseram as suas vidas em perigo, se afadigaram na jornada para satisfazer um desejo do seu líder. Não olharam para as dificuldades, nem tão pouco consideraram o anelo de seu líder rei um capricho de desvario, mas estavam prontos até mesmo dar as suas vidas.
E nós, que temos um rei muito mais merecedor de nossa inteira devoção e sacrifício?
Os desejos de Deus devem ser os nossos desejos, a sua obra deve ser também a nossa obra.
Estamos então dispostos a sacrificar o nosso “eu”, em prol do que for a Sua vontade.
“Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contando que cumpra com alegria a minha carreia, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus. At 20:24”
O nosso prazer deve se ligar de forma tão íntima com a vontade de Deus a ponto de não mais discernirmos o limiar entre uma e outra. “Deleito-me em fazer a tua vontade, ó Deus meu; sim, a tua lei está dentro do meu coração. Sl 40:8
“Tenho desejado a tua salvação, ó Senhor; a tua Lei é todo o meu prazer. Sl 119:174

Expor a vida a perigo pode vir a acontecer, mas não estranhe a ardente prova, nem tão pouco as aflições poderão nos separar do amor de Cristo, pois andamos não por vista, mas por fé.
O nosso amor por Ele é maior do que qualquer obstáculo, o que Ele fez por nós vale qualquer sacrifício