terça-feira, 16 de junho de 2009

AJUDA AOS NECESSITADOS - 12ª LIÇÃO

INTRODUÇÃO

Estamos diante de uma das mais significativas lições deste trimestre. O comentarista, Pr Antonio Gilberto, aborda com total diplomacia e independencia o tema em questão, a ponto de exortar aos nossos líderes a ensinarem mais e melhor a respeito de nossas contribuições.
Tomando como base o texto de II Coríntios 9. 6-12, e ainda se reportando à 1ª carta onde no capítulo 16 o apóstolo fala de maneira resumida a respeito desta importante oferta que se deveria fazer a igreja que estava em Jerusalem, por ocasião de uma severa fome que assolava aquela região, oos capítulos 8 e 9 da segunda carta traz ensinamentos vitais para a contribuição cristã.

I. A IMPORTANCIA DA AJUDA AOS NECESSITADOS

É tema constante em toda a Bíblia a contribuição , seja ela em ofertas e dízimos, para atender as necessidades a igreja como entidade que precisa se manter, ou seja ela na forma de ofertas para atender aos necessitados, que diga-se de passagem, há muitos nos dias atuais. Em Deuteronomio 15:7-9, o Senhor mostra que com relação ao pobre se deveria ser sempre solícito, como por mandamento. Paulo nunca se esqueceu disto em suas cartas, observando como lhe recomendaram os apóstolos Tiago, Cefas e João, este cuidado com os pobres (Galatas 2:9-10). Nesta segunda carta aos Coríntios ele dá atenção toda especial , desenvolvendo o tema em 2 capítulos dá mostra da importancia, urgência e atualidade que o tema exige.
Como diz o nosso comentarista: " as vezes , valorizamos excessivamente a pregação, o ensino, e aleitura de temas doutrinários, e não nos incomodamos tanto com assuntos que julgamos triviais ou de somenos importância, como é o caso das dificuldades, carências, perdas e expectativas frustradas dos nossos irmãos em Cristo". Não querendo com isso supervalorizar o ofertório e as promessas advinda com a contribuição e cairmos no que chamamos de teologia da prosperidade, isso seria o mesmo que fazermo uma barganha com Deus, e não é isso que se espera de cristãos maduros.

II. PRINCÍPIOS GERAIS ACERCA DA CONTRIBUIÇÃO.

1- A regularidade no ensino de Paulo em relação a contribuição que os irmãos em Coríntios deviam fazer mostra o cuidado e a sabedoria com que o apóstolo tem com os irmãos. Em I Co 16:2 ( No primeiro dia da semana...), a regularidade pode ser assim explicada :
a- Para não se deixar para contribuir quando o apóstolo chegar, pois isso acarretaria em um peso demasiado para os irmaõs , pois a cada semana um pouco se constituiria em muito no final;
b-Para os dias atuais fica o ensino de que "no primeiro dia da semana", pois todo dia há alguém precisando de nossa ajuda.

2-" cada um ponha a parte o que puder ajuntar", não é a quantidade que é ressaltada, mas a fidelidade, como no caso da viúva pobre , ela deu tudo o que tinha, embora tenha sido menos que muitos foi a que chamou a atenção do mestre para este princípio da fidelidade com espírito de submissão a crença que Deus é o que supre todas as nossas necessidades.

3- Recursos bem administrados. No texto da Bíblia Viva fica mais claro o cuidado que o apóstolo objetivava: "Com ele estou enviando outro irmão bem conhecido ... viajando juntos , nós nos guardaremos de qualquer suspeita, pois estamos preocupados com que ninguém encontre falta alguma no modo pelo qual estamos lidando com esta enorme oferta ." II Co 8:18, 20. Estes recursos devem ser administrados por pessoas idôneas, capacitadas e fiés.

III. COMO DEVE SER NOSSA CONTRIBUIÇÃO.

1- Com abundância (II Co 9:6). O despreendimento com relação ao dinheiro e outros bens, faz com que a alma respire aliviada e sem bagagem extra. A promessa advinda desta abundância nos enche de paz e gozo no Deus que sonda os corações, e nos promete suprir as nossas necessidades na mesma medida que medimos nossa fidelidade em dar. ( melhor coisa é dar do que receber);
2-Com alegria( II Co 9:7) . sempre tenho dito nas ocasiões que temos abordado temas relativos a oferta e dízimos que se o ofertante o faz apenas para cumprir uma obrigação ou se o faz com o objetivo único de reinvindicar as promessas de Deus com respeito a prosperidade, ele está errando o alvo, pois o Senhor ama o que dá com alegria, em outras palavras: "Agrada-te do Senhor e Ele satisfará os desejos do teu coração" Sl 37:4. Agradar é mais do que apenas obedecer, é ter prazer naquilo que se está fazendo, é dar com alegria.

Pra concluir quero dizer que o simples entendimento do que é a mordomia cristã ja era o suficiente para sabermos que a contribuição, seja ela em forma de dízimos, ofertas e contribuições é algo para nós nos exercitarmos na graça que há em Cristo Jesus. Fica nítido que este exercício nos faz crescer na graça e nos torna frutíferos.É papel da igreja como corpo de Cristo cuidar de seus irmãos como fazia a igreja primitiva. Que isto sirva de exemplo para nós nos dias atuais. Primeiro aos irmãos na fé, depois a toda comunidade, pois fazendo assim faremos com que os não conhecem ao Deus vivo , o glorifiquem pelas nossas obras. Regiões que sofrem com enchentes, secas, maremotos
, terremotos e outros acidentes naturais devem ser assistidos e vistos como oportunidades que o Senhor nos dá para demonstrarmos Cristo em nós, pois fomos criados para boas obras. É claro que a melhor obra é pregar a Cristo e mostrar-lhes a salvação, mas lembre-se a fé sem as obras é morta.

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